Antes de mais nada, caros internautas, eu sou, melhor dizendo, eu era um tecnofóbico. Sempre me supus na vanguarda dos costumes (ou do etos), mas vi, confesso, (também considerem os meus 56 anos de idade: rádio de pilhas, iêiêiê, tv em preto-e-branco, copa do méxico, ditadura, ACM, Sarney... (este Sarney não larga o osso, hein? Vamos promover uma passeata virtual contra esse cabra?), bom, eu estava falando que me considerava avançado, detentor dos destinos da minha contemporaneidade, mas hoje confesso: como é que eu pude viver esse tempo todo sem me conectar? Vênia...
Isso posto, vamos ao que me propus. Eu sou passarinheiro, crio passarinhos em gaiolas, a ornitofonia pra mim é motivo de desestress muito forte. Abaixa a minha ira de um monte de coisas. Eu sei que essa eco-prática é abominável, mas em contrapartida, não lucro nada com isso. E mantenho o meu quintal (quintal: extensão de uma casa térrea, assim como o porta-malas de um automóvel. Vale pra quem nasceu e vive em apartamento) cheio de árvores, que fornecem alimentos para uma gama de criaturas (bem-te-vis, sanhaços, vim-vins, rolinhas, garrincheiros, ratos, lagartixas, lesmas, formigas, besouros, aranhas, e inseto de todo tipo). Pois bem, o motivo desse texto é proclamar que, fazendo jus ao título, um casal de rolinhas-brancas, aves ariscas e/ou pudicas, posto que nidificam sempre em matas fechadas, aninharam-se num pé de uva do meu pomar. Já tem dois ovinhos, eu vi hoje.
Queria transportar-me agora pro quintal da minha casa!!!!
ResponderExcluir